Há alguns anos, eu tive a oportunidade de fazer intercâmbio na cidade e sou completamente apaixonada por ela. Seu estilo monárquico clássico e antigo contrasta com estruturas modernas e tudo isso resulta numa cidade riquíssima culturalmente.  Pra vocês terem uma ideia, Londres é a cidade que tem a maior concentração de museus do mundo, o maior número de parques da Europa e o maior número de patrimônios históricos. Fora isso, são muitos bairros charmosos, lojas, milhares de pubs, boites, teatros, enfim são tantas opções de entretenimento que é impossível acompanhar tudo o que acontece, mas eu garanto, é delicioso tentar.

A melhor forma de conhecer Londres é batendo perna pela cidade. Eu costumo compará-la com Paris por serem cidades lindíssimas, a diferença na minha opinião é que Paris proporciona uma espécie de  “amor a primeira vista” e Londres conquista aos poucos, mas tenho certeza que quando a paixão bater, você será hipnotizado pra sempre!!!

PRIMEIRO DIA:

Bom, chega de blá blá blá e vamos pro que interessa. Eu gosto de chegar numa cidade e me familiarizar com ela, imagino que eu não seja a única, né?! Então, resolvi começarmos por alguns cartões postais da cidade, como a igreja de Westminster Abbey, o Big Ben e a London Eye.

Pegue o metrô e desça na estação de Westminster que fica em frente a Igreja de Westminster Abbey. Ela é linda e carrega muiiita história. Pra você ter uma ideia, é lá que todos os reis e rainhas da Inglaterra são coroados desde 1066. E o que mais chamou minha atenção é que eles usam a mesma cadeira, o “Trono de Eduardo”, em todas as coroações desde 1308 e ela está lá em exposição para os turistas.

Além das coroações, a Westminster também serve como uma espécie de “cemitério”. Vou explicar, vários reis e rainhas, além de membros da família real inglesa e algumas personalidades, como o cientista Isaac Newton, são enterrados dentro da Abadia. Bem, se vocês imaginarem todos os membros da familia real Inglesa durante todos esses séculos + personalidades, podem imaginar como eu me senti dentro dela, né? Pra mim, parecia que eu estava mais num cemitério do que em uma Abadia. E não, eu não estou exagerando, são mais de 3 mil pessoas enterradas por lá.

Mas, tirando esse fator e voltando a falar de coisa boa, os casamentos reais, também são realizadas lá dentro.  Foi lá que o Principe William se casou com a Kate Middleton, lembram?

Depois, aproveite pra passear no jardim interno da Abadia, ele é super gostoso.

Dica: Os Audio Guias são gratuitos. Não deixe de pegar, eles descrevem cada detalhe da igreja, contam uma breve história de cada personagem que está enterrado por lá, além de explicar como funcionam as coroações e casamentos reais.  (A entrada custa 18 euros.)

Depois, siga em direção ao Big Ben. Pra quem não sabe, ele é o sino do relógio que fica no alto da torre do Prédio do Parlamento inglês. Contruído no século XIX, o sino toca de hora em hora provocando o som “Big-Ben”.  Essa paisagem do Parlamento com o Big Ben e o Rio Tâmisa ao lado, compõe um dos cartões postais mais famosos de Londres. Aproveitem e tirem muitas fotos de todos os ângulos. Siga em sua direção, como mostramos no mapa abaixo. Ele ilustra todo o roteiro que faremos no primeiro dia.

 

DICA: Se você gosta de nutella, experimente o crepe de nutella que vende na barraquinha em frente ao Parlamento a margêm do Rio Tâmisa. É Incrível!!! Um segredinho básico: Tinha dias que eu pegava o ônibus com maior trajeto só pra fazer um pitstop e comer o crepe! Hahahahaha Comam sem peso na consciência.

De lá, você verá a London Eye que é a famosa roda gigante inaugurada no ano 2000 em comemoração a virada do milênio. Ela é um dos principais atrativos da cidade, mas sempre me perguntam: Vale a pena? Eu acho que não, mas tenho essa opinião depois de ter ido, então acho que não tem como não ir. E afinal, é uma ótima oportunidade de ter uma vista panorâmica da cidade.

DICA: A bilheteria oferece combos de ingressos, como por exemplo, desconto nos ingressos pra quem também quer ir no Madame Toussaud, no Aquarium ou em outras atrações. Aproveite pra ver se tem alguma atração que te interesse.

Ali perto da roda gigante tem o Aquarium que é um dos maiores aquários do mundo. Pra quem já viu o filme Closer, a cena em que a Julia Roberts reflete em frente a um aquário gigante, lembra? Foi gravado lá. Eu adorei!!

Do lado do Aquário tem uma exposição das obras do pintor Salvador Dalí. Eu nunca fui, mas vale a pena citar pra quem é fã de arte.

Depois, volte a ponte do parlamento que você acabou de percorrer a vá em direção ao St, James Park. Esse parque é o mais antigo dos Parques Reais, ele foi construído no século XVI e tem um ar bem bucólico com lagos, árvores centenárias, patinhos, esquilos e tudo referente a um parque inglês.

Nunca me esqueço quando estava passeando nele e de repente surgiu entre as árvores o Palácio de Buckingham e fiquei estonteante e paralisada por alguns segundos. (nesse dia eu ainda não sabia que o final do parque dava na residência da monarquia Britânica) Foi uma grande surpresa. O passeio é super agradável. Se eu fosse você, comprava um lanche, sentava na grama e fazia um piniquique relaxando a beira do lago.  Era um dos meus passeios preferidos por lá…

Quando quiser continuar, vá em direção ao Palácio de Buckingham. O palácio abre pra visitações normalmente nos meses de verão, nunca tive a oportunidade de entrar, mas me contentei com o Jardim (que jardim!!) e a lojinha do Palácio que vende tudo que você pode imaginar com uma coroa estampada… hahaha Dá vontade de comprar tudo, mas como os preços são altíssimos, sai de lá com um lápis que tinha uma coroa pendurada. Kkkkk

PS: É lá que acontece a Troca da Guarda, é um passeio super turístico, mas eu diria obrigatório. Normalmente são todos os dias as 11h30 da manhã. Chegue cedo, porque a frente do palácio fica lotada.

 

Saindo do palácio e cruzando a avenida The Mall, está o Green Park, que é o mais “simples” dos parques londrinos, ele também é lindo e bastante frequentado pelos ingleses, mas não é tão grande quanto os outros e nem tem lagos, monumentos e etc, mas tem esquilos, como em todos os parques londrinos. Rsrsrs Se tiverem interesse, entrem pra passear também.

Na frente do Green Park está o Hyde Park, o maior parque da Europa. Ok, já são muitos parques por hoje, né? Mas, se ainda tiver pique pra isso, de um pulo rapidinho.

Aproveite que você está em Mayfair e curta o bairro mais exclusivo de Londres, aliás tão exclusivo que é o m2 mais caro da cidade.

É um bairro mais sofisticado, então pode ser que você encontre mais casas de vinho e clubes de whiskie do que pubs, mas sempre encontra. O Audley é um pub tradicional que serve comida autêntica e cervejas únicas direto do barril por exemplo. Enfim, passeie e curta a região.

SEGUNDO DIA:

O nosso segundo dia vai começar com uma visita ao British Museum, que é um dos museus mais completos de Londres. Depois passaremos por um dos meus lugares preferidos na cidade, a região de 7 Dials e Covent Garden. De lá, vamos seguir para o Soho e conhecer algumas praças super importantes, a Picadilly Circus e a Oxford Street.

Para se ter uma ideia, o British Museum possui 8 milhões de peças históricas de diferentes culturas. Pois é, é muiiita coisa!! E a entrada é gratuita, então não tem como perder. Desça na estação de Tottenham Court Road e conheça.

Depois do museu vou levar vocês pra conhecer um dos meus lugares preferidos na cidade, a região de 7 Dials e Covent Garden. Os dois são ótimos lugares pra se perder em Londres, querem um conselho? Andem sem rumo e sem pressa!!  7 Dials é a região queridinha pra quem gosta de moda. Tem muitos brechós e marcas legais, das mais conhecidas as mais novas e todas diferentes e super estilosas.

Depois, vá até Covent Garden. Não tem como não se apaixonar, hoje em dia a primeira coisa que me vem a cabeça quando falo em Londres, não é o Big Ben, e sim Covent Garden. Os motivos de tanta paixão? A atmosfera do bairro e tudo que ele oferece. Vou te convencer.

Tudo gira em torno da Covent Garden Piazza, a praça principal dessa região. É ali que está localizado o famoso Covent Garden Market, um dos mercados mais antigos de Londres e que vende de tudo, desde comida a objetos domésticos. Nessa praça há uma enorme concentração de bares, restaurantes, mercados, museus, lojas, teatros e muito mais (que você vai acabar descobrindo passeando por lá)!!  Ahhh são tantos pubs que o happy hour fica lotado. (O happy hour é DE FATO uma tradição inglesa, então os pubs sempre estarão cheios no final da tarde).

Fora tudo isso, o que mais me encanta é o clima da região. O bairro está sempre animado,  com música ao vivo, palhaços, malabaristas e uma atmosfera realmente super alegre e descontraída.

Aproveite pra almoçar por lá. O bairro ganhou força nos últimos anos e vários restaurantes famosos, como a filial americana Batlhazar (AMO!) abriu suas portas por lá, mas vale lembrar que se quiser comer no restaurante, tem que fazer reserva. Fora isso, pra quem adora junk food, tem SHAKE SHACK (OMG!) – um dos melhores chessburgueres do mundo -, paella, restaurante do Jamie Oliver entre outros.

Dica de gordinha 2: Não deixem de comer no Ben’s Cookies. O COOKIE MAIS INCRÍVEL DE TODOS!

Se quiserem fazer compras, lá tem muitas lojinhas, brechós e até as grandes como Chanel, Burberry, Diesel, Urban Outfitters e muitas outras.

Concluindo: É um lugar legal pra ir em qualquer dia e a qualquer hora do dia, tanto pra almoço, chá da tarde, happy hour, night e final de semana com as crianças.

Te convenci?

Depois vamos explorar o Soho começando pela Leicester Square, que é a praça palco das pré-estreias de filmes arrasa-quarteirão em Londres. A praça tem várias atrações turísticas e todas elas têm um significado histórico e cultural muito importante para os londrinos, como o grande obelisco cercado por quatro grandes leões de bronze, o galo azul e as fontes de água, onde eles se refrescam no verão.

 

Lá fica a Nattional Gallery com algumas das pinturas mais interessantes de Leonardo e Michelangelo, além de  várias obras de outros artistas da Inglaterra. A entrada é gratuita.

De lá, siga em direção a Picadilly Circus que é um dos principais cruzamentos de Londres, por isso não estranhe se você passar por lá algumas vezes na sua viagem. A fama da esquina mais famosa da cidade atrai muitos turistas pelos enormes painéis publicitários como os da Time Square em Nova York e pela estátua de Eros, um anjo construído totalmente em alumínio. Fora isso, ela é rodeada de lojas, hoteis, boites.. Enfim, é um local super turístico e um ótimo ponto de encontro na cidade.

Já em Picaddily Circus pegue a Regent Street em direção a famosa Oxford Street. A Oxford é bem conhecida por ser o centro das compras. Ela é dividida em dois estilos – ai fica a critério da pessoa – no lado direito (Direção Hyde Park, que é exatamente onde vocês vão sair se seguirem o meu roteiro e chegarem nela através da Regent) ficam as lojas de grife, as de departamento, como a Selfridges que é a maior loja de departamentos da Oxford Street e  onde você encontra marcas de luxo, como Alexander McQueen, Azzedine Alaïa, Chanel, Céline, Christian Louboutin, Fendi, Givenchy, Hermès, Jimmy Choo e etc e outras famosas que trazem as principais tendências da estação a preços acessíveis, como a Top Shop (Ela é enorme, tem mais de 8 mil m2, é impossível não comprar nada), Zara, H&M, Forever 21, Next, River Island, Urban Outfitters e etc. Ah vocês vão passar pela Primark também, os preços são ridículos de baratos.

Já o lado esquerdo da Oxford (Direção Totenham Road) é mais humilde e tem camelôs, muitos chineses vendendo roupas, lojas mais baratas e dá pra garimpar várias coisas, aliás todos os preços são negociáveis. Nunca aceitem a primeira oferta.

Uma opção é caminhar a Oxford toda, é viável, mas saiba que ela é beeeem grande e um local super turístico. Pra quem quer fujir um pouco desse bafafá, vá para a Bond Street ou fique  pela Regent Street mesmo. Ela é mais local e menos turística.

Lá, aproveite e conheça a loja de departamento chamada Liberty.

Ela fica na Regent esquina com Great Marlborough Street e é uma das mais belas lojas de departamento de Londres. Como eu não sou mega fã de compras em viagens, gosto de apreciar os prédios das lojas de departamento da Europa e a Liberty é um desses prédios que nos encanta, sabe? Inaugurada em 1875, ela mais parece uma grande mansão do que uma loja. Os elevadores são super decorados, as escadas super estilizada eeee está listada como exemplo de peça arquitetônica e de interesse histórico. Só pra completar, eles tem produtos tanto de grifes famosas quanto de designers locais ainda desconhecidos.

Depois desse momento de compras, fique pelo Soho curtindo algum Happy Hour legal pela região e aproveite e jante por lá.  Se preferir, entre em algum teatro e assista algum musical da Broadway.

TERCEIRO DIA:

Nesse terceiro dia vamos explorar a região oeste da cidade: South Kensington, uma das mais “ricas” de Londres, por possuir vários museus, lindos jardins, além muitas lojas e atrações.

Veja abaixo o trajeto sugerido:

Desça na estação de South Kensington e vamos começar conhecendo a atual residência londrina do Duque e da Duquesa de Cambridge e onde a princesa Diana morou com os filhos.

 

Visite o interior do palácio, explore os State Apartments, o quarto da rainha Victoria, e aproveite e olhe ao redor exposições temporárias, quando fui estava tendo uma exposição com todos os vestidos da princesa Diana. Depois, desfrute um chá no Laranjal e passeie pelos jardins.

Andando no jardim do Palácio de Kensington você descobrirá várias atrações, como o lago Serpentine, o memorial da princesa Diana, o Albert Memorial e o Serpentine Gallery que é uma das galerias preferidas dos londrinos.

Dentro do Serpentine Gallery ficam obras de diferentes artistas contemporâneos. Todo ano a galeria convida um arquiteto ou artista diferente para construir uma estrutura temporária em frente à galeria. Nos últimos anos, estes pavilhões foram projetados por ícones do mundo do design como Ai Wei Wei, Frank Gehry, Oscar Niemeyer, Daniel Libeskind ou Rem Koolhaas.

Ao sair da Serpentiny Gallery, pegue a Exhibition Road até o Royal Albert Hall, que é um tributo ao Príncipe Albert, marido da Rainha Victoria.

No interior dele acontecem vários shows de música clássica, rock, pop, balé, ópera e até mesmo tênis. Cheque a programação quando for pra Londres, é uma experiencia super legal.

Depois, pegue e Kensington High Street que é super movimentada e cheia de lojas e vá almoçar no Kensington Roof Gardens, o lugar é lindo lindo!! Literalmente um oásis escondido. É um restaurante no topo de um edifício, o cardápio é moderno, a decoração é linda e a vista, não preciso nem dizer, né? É espetacular!! O restaurante se chama Babylon e é super conhecido pelos britânicos. A entrada é escondidinha, fica no edifício da esquina, em cima da Marks & Spencer. Vá conhecer. (99 Kensington High Street, South Kensington)

Em seguida, caminhe pela Knightbrige em direção a Harrods, uma das lojas de departamento mais famosas do mundo. Ela é linda e vale a visita, mesmo que você não goste de fazer compras. Pra quem está de casamento marcado, ela tem um andar só de vestidos de noiva e outro só de restaurantes e comidinhas diferentes. Pra quem gosta de piquenique, lá tem uma seleção indescritível de queijos e petiscos.

Saindo da Harrods, pegue a Sloane Street e passeie por ela até chegar na Sloane Square, onde tem a galeria preferida dos Londrinos, a Saatchi Gallery que fica em uma das ruas mais famosas de Londres, a Kings Road.

Estão cansados? Espero que não, porque ainda temos muito o que fazer. A região de Kensington é famosa pela quantidade de museus que ela oferece. No mesmo quarteirão, temos três famosos e todos com entradas gratuitas. São eles: Museu de História Nacional, o Victoria and Albert Museum e o Sciencie Museum.  Eu sugeriria que você seguisse a Kings Road até chegar no Quarteirão dos museus de Londres, (uns 30 min de caminhada) até porque a Kings Road é outra rua ótima de passear no Chelsea, mas se estiverem cansados, peguem o metrô na estação de Sloane Square e desçam uma estação a frente na South Kensington, vocês estarão super perto dos museus. Vou explicar um pouquinho de cada um embaixo pra você escolher seu preferido.

  • O Museu de História Natural tem o maior e mais importante acervo de história natural do mundo. São mais de 70 milhões de espécies, entre microrganismos a esqueletos de dinossauros, mamutes e baleias. Lá você pode ficar cara-a-cara com um T-Rex gigante e experimentar um terremoto no Power Within e ainda patinar numa pista de gelo interna durante o inverno.

 

  • No Victoria and Albert Museum você pode ver a arte e design dos últimos 3.000 anos, incluindo cerâmicas, móveis, moda, jóias, fotografias, esculturas, têxteis e pinturas.

 

  • Já o Museu de Ciência mostra centenas de milhares de objetos, de microchips a aeronaves que registram as mudanças tecnológicas, científicas e médicas desde o século dezoito.

Depois desse longo dia, aproveitem que estão perto da região de Fulham e vão conhecê-la. Ela é super exclusiva e badalada. A rua Fulham Broadway oferece muitos restaurantes e mesinhas na calçada super charmosos e tem todos os tipos de culinárias, de indiana, tailandesa, libanesa,  vietnamita até a italiana. Se você quer só beber, em Fulham copo vazio não tem vez. As opções para sair por ali vão desde bares descontraídos até degustações de vinhos das mais elegantes. Além disso, tem mercados orgânicos, muitos jardins e lojas grandes. Aproveitem!

QUARTO DIA:

Reservei nosso último dia pra um dos meus passeios preferidos em Londres, andar a margem do Rio Tâmisa. Não tem nada mais gostoso, confiem em mim.

Desçam na estação de Waterloo e vamos começar o dia seguindo a leste, por um gostoso passeio pela beira do rio. Você vai encontrar um dos mais fofos “oásis” na cidade, o Gabriel’s Wharf, um antigo porto num cantinho escondido nessa região do Southbank do Tâmisa!

O local é lindo! São vários restaurantes, bares e pubs misturados com lojinhas de artesanato construídos em um ambiente totalmente diferente da cidade. É uma ótima opção para dar uma parada para beliscar algo ou simplesmente curtir o visual do Rio Tâmisa. O ambiente por ali é realmente delicioso.

Mais adiante vocês vão se deparar com uma torre alta, a Oxo Tower, que é um famoso prédio de Londres. Lá tem lojas, galerias e um restaurante maravilhoso com vista da cidade toda no último andar.

Seguindo em frente chegaremos ao Tate Modern, o museu de arte moderna de Londres. A galeria abriga uma grande coleção de artistas ingleses e estrangeiros. Além disso, sempre tem exposições itinerantes. E sim, a entrada também é gratuita. É um dos meus museus preferidos. Entrem!

Ao sair, você verá uma ponte de aço em frente ao Tate Modern. Assim como a London Eye, ela também foi inaugurada no ano 2000 em comemoração a virada do novo milênio, mas não vamos atravessá-la ainda. Depois de visitar toda essa atmosfera da arte contemporânea, vou te levar pra conhecer algo tradicionalmente britânico: Os mercados!!

No caminho do mercado passaremos por uma estrutura redonda, o Globe de Shakespeare. Ela nada mais é do que uma reconstrução do teatro de Shakespeare que foi originalmente construído em 1599.  No verão algumas peças teatrais são apresentadas nesse espaço. Imagina que demais??

Bem, andando mais um pouco, chegaremos no Borough Market que é um dos maiores e mais antigos mercados de Londres.

Vou explicar como funciona, são tipo as nossas feiras, onde os  fornecedores locais vendem produtos frescos e há barracas pra todos os gostos. Passeie pra conhecer a feira típica inglesa e aproveita pra almoçar por lá. Tem muita comida pra escolher no Borough Market, mas na vez que fui segui uma indicação de uma amiga e comi no Elliot. Todos os dias, o chef do Elliot passeia pelo mercado procurando os ingredientes mais frescos. Em seguida, ele monta um cardápio de acordo com os achados do dia. As comidas são sempre gostosas. Eu não sou muito fã de hamburguer, mas pra quem é, o do Borought tem uma fama espetácular. E a raclete também é divina, esse eu experimentei e indico.

Depois do almoço não há nada melhor do que uma boa caminhada. Então, vamos continuar o nosso passeio por Londres.

E nossa próxima parada é a ST. Paul Cathedral, a cathedral que também abriga as cerimônias importantes da cidade, como o casamento do Principe Charles com a Princesa Diana. (Ai vocês me perguntam: Você não disse que todos os príncipes se casam na Abadia de Westminster? Pois é, a Diana quis ser diferente e foi uma exceção). O local foi construído entre 1675 e 1710 e é mais um dos locais “mais famosos” de Londres. Lá dentro tem vários lugares para explorar, aproveite pra ver a vista de Londres na parte externa da cúpula da catedral.

Caminhando um pouco mais pelas margens do rio, você verá um prédio de vidro com formato futurista, é a Prefeitura de Londres, ou melhor, o City Hall. O legal é que da pra ver nitidamente o contraste da prefeitura com a arquitetura do século XIX da Tower Bridge ao fundo.

A Tower Bridge é a ponte mais famosa do mundo, se tiver sorte, no momento da sua visita poderá ver as 2 partes móveis da ponte se erguendo para a passagem de algum barco, mas pra ser sincera, eu nunca consegui dar a sorte de ver.

Atrás dela tem um “castelo” que é o  Tower of London, uma famosa fortaleza localizada nas margens do Rio Tâmisa. Chegue até ele caminhando pela Tower Brigde.

A construção do Torre de Londres começou em 1078 e no passado esse prédio era um cenário de torturas e prisões. Já hoje ele abriga as Jóias da Coroa Inglesa, inúmeras armas e roupas de ferro e está entre as atrações mais procuradas da cidade. Engraçado que foi um programa que eu não gostei muito de fazer, estava muito cheio e eu só via armas e mais armas. A parte mais legal pra mim foi a coleção das coroas britânicas. Lindíssimas!

Entrando ou não, com certeza vale a pena descer até a Tower of London e ficar no café que tem ali apreciando a vista. Eu adorava tomar um chocolate quente por lá. É super agradável.

Bom, nosso passeio a margem do Rio Tâmisa termina por aqui. Peguem um mêtro na estação de Tower Hill pertinho da Torre de Londres e vá conhecer “um lugar chamado Nothing Hill”. O bairro é um charme!!! Quer um conselho? Saia batendo perna, eu passeei sem rumo no bairro e encontrei várias livrarias aconchegantes, inclusive a do filme “Um lugar chamado Nothing Hill”, muitos brechós e lojas estilosas, restaurantes super ingleses e um clima bem intimista mesmo. As casinhas são coloridas em tons pastel e os jardins perfeitamente cuidados.

Escolha um restaurante gostoso e sente pra jantar. Uma amiga que mora em Londres sugeriu que eu indicasse a pizzaria Saporitalia, segundo ela, a melhor pizza do mundo.

E se tiver pique pra curtir a noite, aproveite que está no bairro mais fashionista da cidade e vá no Notting Hill Arts Club. É o ponto de encotro dos famosos por lá. O local é super dinâmico, só imaginem: Uma noite de música eletrônica com exibições de arte moderna e aulas de dança flamenca. Vale a visita pela menos pra matar a curiosidade né.

REFEIÇÕES

Bem, sugeri que vocês almocassem no Borought Market, mas durante esse dia vocês podem almoçar em vários lugares, afinal existe opção pra todos os gostos. Quem quiser pode aproveitar e comer no Whalf´s Dorf que tem restauntes por lá e a região é super agradável. Quem preferir pode subir a Oxo Tower e almoçar no restaurante que tem no topo da torre ou comer no mercado como sugeri. Fora isso vcs vão passar por vários restaurantes fora os que citei, escolha o que achar melhor…

Tem mais um tempinho? Então aproveite alguns passeios extras!

 

DICAS DE SOBREVIVÊNCIA EM LONDRES:

1- Guarda- chuva

Esse item é o principal na bolsa de qualquer pessoa que viaja pra Londres. A cidade tem um clima bem peculiar, então por mais que esteja muito sol, a qualquer momento pode fazer frio e chover de uma hora pra outra. Fora isso, um casaquinho, luva ou touca também é importante (dica de mãe, né).

2- Lip Balm

Outro item essencial é o Lip Balm. O vento de Londres é daqueles “cortantes”, sabe? A boca racha mesmo.

3 – Tube map

Tube map é o mapa do mêtro de Londres. O mêtro é bem simples de ser usado, mas o mapa ajuda a não se perder e encontrar as conexões entre as linhas. Ande sempre com um.

4 – Oyster card

O Oyster card é o cartão pré-pago de transporte em Londres, serve pra trem, mêtro ou ônibus. Vale muito a pena fazer um plano, as passagens saem muito mais em conta! E outra, tenha sempre ele a mão, porque é necessário passar na catraca tanto na entrada quanto na saída.

5  – Na escada rolante – Permaneca na direita e não na esquerda

Lá tudo acontece muito rápido e todos estão sempre correndo, então quem está sem pressa fica na direita e deixa a esquerda da escada rolante livre pra quem quiser passar.

6 – Alugue uma bicicleta

Barclays é um sistema público simples, disponível 24h e espalhado por vários pontos da capital É super fácil alugar uma bicicleta, basta se cadastrar no site ou comprar facilmente o acesso em qualquer estação.  Os preços são excelentes; o custo para até uma hora de uso, por exemplo, é de apenas £1 (sem contar que os primeiros 30 minutos são gratuitos).

7 – Pergunte, você SEMPRE terá uma resposta.

Os londrinos são sempre muito gentis e adoram ajudar. Se estiver precisando de coordenadas, pode perguntar. Não só os taxistas mandam muito bem, mas londrinos geralmente sabem como chegar, por onde ir ou o que fazer. Eles tem controle da cidade e estão dispostos a compartilhá-lo. Não estranhe se alguém te der mapas ou até mesmo te acompanhar até seu destino pra garantir que você não se perdeu. Isso aconteceu muito comigo.

8 – Peças em cartaz

Se quiser assistir alguma peça, entra nesse site e veja quais estão disponíveis. http://www.officiallondontheatre.co.uk/